Portugal Celebra o Seu Primeiro Título no Futebol

A festa popular que se fez por todo o país após a vitória no Euro16 (com especial destaque para Lisboa, que acolheu os jogadores como heróis) ficará nos anais da História do Desporto. Os nomes de Cristiano Ronaldo (o melhor do mundo), Fernando Santos (o engenheiro do Euro) e Éder (o herói improvável que decidiu a final) ficarão para sempre gravados na memória coletiva. Porém, foi longo o caminho para chegar aqui.

50 anos de esperaspain_national_football_team_euro_2012_trophy_02

A primeira participação da seleção num campeonato internacional (Mundial ou Europeu) foi em 1966. “Os Magriços“, comandados por Eusébio, maravilharam o mundo com o seu futebol rápido, combativo, capaz de vencer os melhores (3-1 ao Brasil de Pelé, bicampeão em título) e capaz de não desistir face à adversidade (virando uma derrota de 3-0 para uma vitória de 5-3, face à Coreia do Norte). Apesar das lágrimas de Eusébio, o 3.º lugar foi um excelente resultado.

No entanto, foi uma participação episódica. O futebol português não estava ao nível do melhor que se fazia e Eusébio nunca conseguiu tornar a levar a seleção a um grande campeonato. Seria necessário esperar 18 anos até uma nova participação numa fase final (Europeu de 1984). Seguiu-se uma participação infeliz no Mundial de 1986 e depois novo período de ausência, agora por 10 anos.

20 anos de antecipação

As seleções júniores venceram 2 campeonatos do mundo em 1989 e 1991, deixando os portugueses a antecipar sucessos futuros. Em 1996 a seleção voltou a participar num Europeu, ficando pelos quartos-de-final. Desde aí até 2016, só voltou a falhar a participação no Mundial de 1998, sendo provavelmente a seleção que mais evoluiu, em relação ao seu historial, nas últimas duas décadas.

Sucesso inesperado

A derrota na final de 2004 deixou marcas psicológicas nos adeptos. Depois da eliminação de Portugal no Mundial de 2014 na fase de grupos, pensava-se que a seleção estaria a entrar numa fase de declínio. Porém, a chegada de Fernando Santos e a tenacidade do seu grupo de jogadores fez com que, 50 anos depois dos Magriços, os portugueses pudessem finalmente festejar um título internacional.

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